sábado, 3 de maio de 2008

As funerárias em Portugal no contexto socio-económico

Pois é, eu já não escrevia aqui à algum tempo, talvez porque a estupidez que me corre nas veias tenha se vindo a dissipar através da urina ou outro fluído qualquer. Mas afinal não, a estupidez ainda cá esta, por isso cá vai mais um post!
Eu ia na rua, a pensar na vida, e deparo-me com uma coisa que sempre me "fascinou": "Funerárias"
Pois é, quem é que não tem como sonho de vida ter uma funerária? Ponham-se na pele de um dono de uma agência funerária. O dono da funerária X vai na rua, e encontra um conhecido. "Então como vai o trabalho?" pergunta o conhecido ao dono da funerária, ao que o dono da funerária responde: "Graças a Deus, trabalho não me tem faltado!". É que isto até pode causar uma certa intriga entre as pessoas, porque elas pensam: "Alto lá, queres ver que Deus está feito com aquele gajo, e ambos tem uma panelinha? Deus tira a vida e o da funerária ganha dinheiro e depois Deus recebe a sua percentagem?". É que depois Deus não desconta o que ganha por trás e quem fica lesado é o herário público, pois Deus não paga os descontos que deve pagar, e os contribuintes revoltam-se, por andarem uns a descontarem para os outros.
Já imaginaram como é a vida da familia, cujo familiar é dono da funerária? Vamos começar pelo filho do dono. Na escola é logo apelidado de o "Vende Caixão". A mulher do dono terá que diariamente, ouvir os desabafos do marido sobre o trabalho: "Epah hoje tive um dia muito dificil, não havia maneira de se decidirem sobre a cor do caixão" (a escolha era entre rosa e amarelo).
Outra coisa engraçada nas funerárias são os slogans. Aqui há uns tempos, vejo o seguinte slogan, dentro de um caixão: "Para quê tanto ódio...se o seu fim é aqui!". Eu ia, vejo aquilo, desmanchei-me a rir. O que só prova que a vida de um dono de uma funerária é bastante divertida. Eu, no lugar deles tambem brincava! Afinal de contas o funeral do dono vai ser à brola, o que é muito animador.



E ainda podem guiar estas bombas!